OS DESAFIOS DA GESTÃO FINANCEIRA PÓS-MODERNA

Empresas hoje se vêem obrigadas a lidar com um nível de complexidade e competitividade sem precedentes. Para atender aos requisitos de negócios, impostos de um lado por clientes e consumidores cada vez mais exigentes, de outro por sócios, proprietários e acionistas com alternativas de investimento quase ilimitadas, a área de finanças das empresas tem progressivamente mudado seu foco das atividades operacionais para aquelas de suporte à decisão.
<<gráfico 1>>

Recentemente, mais de 60% de um total de 870 CFOs entrevistados no mundo todo, apontou como suas maiores prioridades a gestão de performance e a otimização contínua dos processos e dos modelos de negócio das suas empresas.
<<gráfico 2>>

Esse novo foco impõe desafios adicionais aos gestores financeiros, pois os modelos atualmente em uso foram concebidos com o objetivo de suportar a geração de relatórios financeiros e controle contábil e não se prestam à análise qualitativa dos resultados.

Prova disto é que, se por um lado os esforços na redução de custos e despesas que presenciamos nos últimos anos trouxeram benefícios, por outro, existem evidências de que hoje, em média, mais de 35% dos desembolsos das empresas vai para o lixo, desperdiçado com re-trabalho e atividades que não agregam qualquer valor para os Clientes.

Sem ter uma clara visão do que realmente gera valor, as empresas correm o risco de embarcar num círculo vicioso que as conduz à anorexia empresarial destruindo sua perspectiva futura.
<<círculo vicioso X círculo virtuoso>>

É em função disso que os novos modelos de governança corporativa em uso pelas empresas, delegam à área financeira a função de integrar investimentos, planos e metas, definindo prioridades e zelando pelos interesses dos acionistas e proprietários de retorno e crescimento sustentável.

Executar a transição do paradigma de “controle e reporte” para o da “gestão corporativa de performance” é fundamental para o sucesso e a sobrevivência das organizações.

Trata-se, no entanto, de um grande passo que requer dos gestores (suas equipes e fornecedores) a busca contínua pela excelência na gestão financeira, através do desenvolvimento contínuo de competências multidisciplinares e da aplicação consistente de métodos e técnicas inovadoras, porém sólidas.